domingo, 2 de agosto de 2009

À Cabana


Esses dias eu andei lendo o livro, "A Cabana".

Nossa! acho que essa é a única expressão que posso fazer diante de tudo.

Acho que no momento que abri a capa do livro destinado a começar a ler, na verdade abrí a porta de entrada da casinha destruída à que se refere o livro, e junto com "Mackenzie Allen Phillips" viví esses momentos incríveis que fizeram eu fechar o livro como Mack deixou a porta da Cabana fechar atrás dele.


É como se tivessemos deitados num campo aberto nevando, e a neve nunca deixa de cair em cima de nós, nossa opção é tira-la com a mão, nos mantendo limpos. Mas chega um momento, que ainda não idêntifiquei qual, em que simplesmente deixamos de afastá-la e permitimos que como um manto, a neve nos submeta a um asílo, ou tumba de dor e sofrimento em que nos sentimos perdidos, achando que tudo não passa de um buraco que cai perfeitamente em você, e realmente foi projetado exatamente pra você. E pela dificuldade de respirar ou se mover, achamoso que o mundo não passa daquilo, ou que viveremos alí pra sempre. Quando a vida nos é sendo retirada, e não conseguimos fazer silêncio para ouvir que do lado de fora, talvez a 30 cm agora de distância, tem um Deus gritando -Levanta a mão, levanta a mão que eu te puxo! e simplesmente ficamos deixando a neve subir subir e subir... Nos distanciando mais ainda do mundo e do Pai que nunca parou de gritar nosso nome.


No fim sempre tudo é simples assim, mas como num espelho, refletimos a nós mesmos nos nossos problemas, aí tudo complica.